“Era paralisante, aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus órgãos mais vitais tinham sido arrancados por ele, restando apenas sobras, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar apesar do passar do tempo. Eu me encolhi, abraçando as costelas para não partir ao meio. Lutei para meu torpor, minha negação, mas isso me fugia. E, no entanto, achei que podia sobreviver.Eu podia sobreviver a isso. Não parecia que a dor tinha diminuído com o tempo; na verdade, eu é que ficara forte o bastante para suportá-la.”
~ Lua Nova (página 90)